O modelo de negócios do Twitter é semelhante ao da TV, com mais riscos

 

How Twitter's Business Model Is Just Like Broadcast TV — Only Worse

Mas nenhuma dessas descrições é precisa o suficiente. Da perspectiva de um modelo de negócios, o Twitter realmente é uma rede de televisão. O mesmo pode ser dito do Facebook. É uma vergonha que o You Tube tenha primazia sobre o slogan “Broadcast Yourself” porque essa frase se presta muito mais ao Twitter e ao Facebook.
Pense sobre isso: praticamente todo o negócio do Twitter tem como base a venda de publicidade em torno de conteúdo fornecido por terceiros.  É exatamente como uma rede de televisão funciona, transmitindo programas criados e produzidos por estúdios (ou próprios) e vendendo comerciais em torno do conteúdo.
E esse é o principal problema que o Twitter enfrentou quando se apresentou a investidores em seu IPO: a empresa gera quase 15% de sua renda do fluxo de receita única de publicidade. De acordo com sua S-1, 85%  de US $ 317 milhões em receita no ano passado veio da publicidade. Durante os primeiros seis meses deste ano, esse número era de 87%.

Tais aportes – que espelham também como Facebook principalmente deriva a sua receita – fez do Twitter mais dependentes da publicidade do que a CBS, empresa de mídia antiga. Cerca de 72% da receita CBS veio de publicidade em 2007, quando a empresa estava no auge de sua dependência. Desde então, esse número caiu vertiginosamente, chegando a 57% neste ano segundo trimestre.

No entanto, o preço das ações da CBS foi negociado em records históricos ao longo do último ano, chegando $ 56,29. Por quê? Bem, porque tem sido capaz de desenvolver novos fluxos de receita que têm ajudado a diminuir a sua dependência de publicidade, além de ampliar seus limites. A expansão internacional, as taxas de retransmissão (que são pagar pelo cabo), e venda de direitos de streaming  sobre os seus programas ajudaram a CBS a apresentar resultados. Este ano no segundo trimestre, a empresa lucrou $ 476.000.000, com faturamento de 3,7 bilhões dólares americanos .
Investidores adoram múltiplas fontes de receita, precisamente porque se há colapso outros fluxos podem segurar  o negócio. Para reforçar ainda mais a analogia com a televisão, a razão pela qual o LinkedIn superou o Facebook como uma empresa de capital aberto é porque o seu negócio se parece mais com uma rede de televisão a cabo para retransmissão do Facebook. LinkedIn obtém receita de três fontes – publicidade, assinaturas e ferramentas de recrutamento -, enquanto a esmagadora maioria da receita do Facebook, 88% para ser exato, vem do fluxo solitário de publicidade. Não é de admirar, então, que desde a abertura de capital, as ações do LinkedIn ganharam cerca de 163% e, agora, são vendidas por cerca de US $ 244, enquanto as ações da Facebook só subiram 28% e agora são comercializado por volta de U$ 50.

O Twitter, assim como o Facebook, precisa de publicidade para sobreviver. O fator de risco reside no preenchimento do IPO em como as perdas em publicidade podem impactar o negócio.

Mas há boas notícias para o Twitter já que a grana da publicidade está se movendo da mídia tradicional para a digital, particularmente para redes sociais e smartphones. De acordo com um relatório de agosto do ano passado feito pela eMarketer, a mídia digital vai ganhar sua maior fatia do bolo publicitário americano nos próximos cinco anos, crescendo de 25% nesse ano para 31,1% em 2017. A mídia digital pode chegar a faturar U$ 42,3 bilhões em publicidade nesse ano, crescendo para U$ 61,4 bilhões em 2017, de acordo com as estimativas do relatório.

A publicidade móvel está crescendo mais rápido do que todas. Enquanto a eMarketer projeta apenas U$ 8,5 bilhões em doláres de publicidade nesse ano, em 2017 pode chegar a U$ 31,1 bilhões. Essa tendência é ótima para o Twitter já que cerca de 75% de seus usuários acessam o serviço em um smartphone.

A televisão, no entanto, permanece com a maior parte do bolo com estimativa de gerar U$ 66,4 bilhões esse ano com crescimento projetado para U$ 75 bilhões em 2017. Entre os formatos digitais, a publicidade em vídeo alcança posição como o segmento que mais cresce. De acordo com o instituto, o vídeo digital deve crescer cerca de 42% no ano, mesmo que o número de U$ 4,1 bilhões em receitas ainda seja pequeno.

Quando analisado por esse viés, faz sentido que o Twitter esteja tentando se posicionar como segunda tela para a TV (a palavra TV aparece 42 vezes na ficha IPO do Twitter). Se as pessoas se engajam com o Twitter enquanto veem TV, então naturalmente as marcas que gastam dinheiro na televisão irão investir algum dinheiro no Twitter com o objetivo de seguir a atenção dos olhares enquanto eles se movem de uma tela para a outra. Isso explica também os motivos que levaram o Twitter a comprar empresas de análise de dados de TV Social como o Bluefin Lab e a Trendrr. Uma vez que o Twitter está algemado do ponto de vista de diversidade de fluxo de receita, a empresa está tentando amplificar seu valor para as marcas da perspectiva publicitária.

Ainda, dentro do programa de ampliaçnao do Twitter existem acordos com redes de televisão como a A+E e o The Weather Channel para promover programas com tweets de clips e ligas esportivas. Os acordos são de conteúdo e share de renda de publicidade.

Mesmo que o Twitter não planeje produzir o seu próprio conteúdo, certamente vai procurar fechar mais acordos nessa linha. O redesign do Twitter para o iOS 7 da Apple tem como objetivo transformar a rede social em uma experiência mais visual, com fotos e vídeos para o usuário, e fazem parte dessa estratégia.

Implicitamente nessa manobras corporativas está a noção de que a programação em vídeo terá um grande papel no futuro do Twitter com anúncios em torno disso, o mesmo que fazem todas as redes de TV.

Implicit in these corporate maneuvers is the notion that video programming will be a big part of Twitter’s future, with ads sold around it — kind of like a broadcast television network.

Adaptado de http://www.buzzfeed.com/peterlauria/how-twitters-business-model-is-just-like-broadcast-tv-only-w

Ministério das Comunicações publica Decreto n° 8.061 que altera o Decreto nº 5.820, de 29 de junho de 2006, e dá outras providências..
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