Um outro pensamento sobre segunda tela e TV social

Nos EUA, o “Nielsen Twitter TV Ratings”, que mede a audiências dos programas de TV nessa rede social, registrou que 4 dos programas mais tuitados eram da TV a cabo. Significativamente, o elenco das Olímpiadas da NBC não estava no topo da Tweetosfera, simplesmente porque o Nielsen TV Ratings não inclui eventos esportivos. Mas, de acordo com os dados do Twitter, a hashtag #Sochi2014 gerou 1,8 milhões de comentários em um período de 24 horas.

O programa mais comentado é o “The Walking Dead” da AMC, com mais de 1,2 milhões de tweets e cerca de 526 mil autores únicos. Trata-se de cinco vezes mais comentários e autores do que o show “The Beatles Spectacular” conseguiu na CBS. Os dois foram transmitidos no mesmo horário.

Na semana passada, a ConnecTV disse que gerou mais de 5 milhões de visualizações em suas primeiras cinco semanas do ano, metade delas foram compartilhadas pelo Twitter, Facebook e email. Quando revelou os usos dos dados, o CEO da ConnecTV, Ian Aaron, enfatizou o valor do seu serviço ao auxiliar a audiência a descobrir “novos programas pela voz de outros fãs de televisão”

Em uma época onde as opções são abundantes, as descobertas pessoais e o endosso de outros estão se tornando um impulso para a sintonização nos canais via redes sociais.

Mesmo com esses resultados positivos sobre a TV Social e aplicativos de segundo tela, alguns pessimistas ainda estão medindo o tempo que a categoria permanece no mercado. Alguns céticos citam as derrotados. Por exemplo, o GetGlue, uma das primeiras empresas de segunda tela que foi comprada e teve uma fusão com a TVTag. Na semana passada, o Viggle comprou o Dijit, que oferecia o aplicativo “NextGuide”. Tudo isso foi acompanhado pelo fechamento do aplicativo IntoNow da Yahoo.

Enquanto essa revolução continua, o Facebook e o Twitter estão competindo para saber qual dos dois pode se tornar o melhor aplicativo de TV e de segunda tela. Um estudo do Facebook conduzido pela SecondSync identificou muitos comportamentos para o uso da segunda tela, incluindo conversação sobre o que as pessoas estão assistindo, com comentários sobre o conteúdo dos programas. Entre os achados, mais de 25% da audiência de TV está publicando comentários no Facebook “relacionados ao programa que está assistindo”.

O estudo da SecondSync mostra as várias pancadas do domínio do Facebook sobre o Twitter. Não surpreendentemente o relatório “TVxTwitter” mostra dados que apontam, por exemplo, como as “#hashtags nos anúncios de TV direcionam comentários positivos nas conversações sobre as marcas” e como o “Twitter faz com que os anúncios de TV sejam mais efetivos”. Entre as conclusões do Twitter, a audiência que usa a rede social teve 53% de recall nos anúncios em comparação com 40% que assistiu sem a segunda tela.

Mas a verdade é que a visualização simultânea com um aplicativos de tablet para acompanhar programas de TV linear não é a mesma coisa que conteúdo relacionado de TV Social. A medição do “Nielsen Twitter TV Ratings” compreende o período de 3 horas antes e depois de um programa, então a relação entre a audiência de TV e a de rede social pode ser ligeiramente enviesada.

Enquanto a pesquisa continua, os achados demonstram a viabilidade da TV social, que isso não é apenas um desejo.

Então, o que essa reviravolta e duelo de dados quer dizer, especialmente no meio do panorama de mudança do negócio de TV a cabo e mídia?

Trabalhar com provedores de mídias sociais sustentáveis é essencial, e como sempre, é melhor escolher entre os vencedores. Um estudo da Universidade Carnegie Mellon revelou na semana passada que as redes sociais estão aqui para ficar, pelo menos nos próximos cinco anos. De acordo com o estudo, o Facebook continuará de pé, contradizendo outro estudo acadêmico que previu queda de 80% dos usuários até 2017.

No entanto, o pesquisador Bruno Ribeiro da CMU reconhece que “até mesmo sites sustentáveis ​​são vulneráveis ​​a empresas iniciantes que roubam a atenção dos seus membros.”

Em outras palavras: os usuários e a audiência de TV são inconstantes.

Matéria na integra em inglês pode ser acessada no link

Ministério das Comunicações publica Decreto n° 8.061 que altera o Decreto nº 5.820, de 29 de junho de 2006, e dá outras providências..
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