Teles perderam a ‘batalha’ contra WhatsApp e Skype

Previsão da Informa Telecoms & Media, divulgada nesta segunda-feira, 20/01, diz que as operadoras perderam a ‘janela de oportunidade’ para competir com as OTTs como WhatsApp e Skype. Segundo ainda a consultoria, 2014 será um ano decisivo para o futuro do Joyn, serviço OTT, lançado como um contra-ataque às OTTs gratuitas e com pouca adesão mundial. No Brasil, por exemplo, apenas a Claro aderiu à rede global.

Segundo a previsão da consultoria, as operadoras – cientes que a batalha está perdida e não há como recuperar os usuários dos comunicadores grautitos – não deverão mais criar serviços para concorrer diretamente com as OTTs. A disposição para este ano, sustenta a Informa&Media, será criar ofertas capazes de lucrar com o uso desses serviços OTTs. E a consultoria projeta que o Joyn – iniciativa criada pela GSMA, entidade que reúne as teles, para combater a perda de receita no SMS e no MMS com os OTTs de comunicação – terá um 2014 decisivo.

A ideia da GSMA com o Joyn foi criar um serviço comum e interoperável de mensagens multimídia, algo como um Skype ou WhatsApp das operadoras, que funcionaria como a evolução dos serviços de SMS e MMS. Mas a iniciativa teve pouca adesão. No final do ano passado, uma pesquisa realizada pelas empresas Mobilesquared e Tyntec com 40 operadoras – mostrou que apenas 7% dos respondentes consideram que a Joyn como a solução para combater a ameaça de serviços de mensagem e chamadas over-the-top (OTT).

O impacto das OTTs gratuitas nos serviços como SMS e MMS mobiliza as empresas. No Futurecom 2013, a Acision divulgou um estudo que mostra que os brasileiros estariam dispostos a aderir ao Joyn, 80% dos respondentes do Brasil usariam um serviço desse tipo desde que ele fosse gratuito. Na Argentina, 60% usariam, enquanto o México é o menos receptivo, com a aceitação de 40% dos seus respondentes.

Ainda no Brasil, o estudo também mostrou que o SMS coexiste com os serviços de mensagens instantâneas, pois os consumidores usam cada aplicação de acordo com os grupos de interação e as necessidades do momento. À época do estudo, 77% dos entrevistados disseram usar SMS e apps de mensagens instantâneas e, além disso, 84% possuiam dois ou mais desses aplicativos instalados no celular.

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